terça-feira, 5 de abril de 2011

Coisas simples 2



M., ou talvez J., ou mesmo V., levanta-se cedo porque dorme pouco.
Não necessita de extensões artificiais para se sentir bem: cursos, viagens, longas conversas, gente nova. Num ciclo dia-noite faz o que gosta, o que pode, o que quer, o que precisa e o que é preciso, o que deve. Em vinte e quatro horas dá a volta às possibilidades da vida. Ao deitar-se beija docemente a mulher, fecha descansadamente os olhos, inspira e ao expirar já o novo dia nasceu. O novo dia, aquele em que tudo recomeça.
É só isto, a felicidade suprema.
Para muitos, é pouco. Para outros, é uma vida inteira tentando sem nunca lá chegar.

5 comentários:

  1. E tanto o que se disse aqui em poucas palavras...

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  2. ... Deixo que a minha pele se deixe tocar pela historinha e revejo-me em toda ela, excepto no que lá não vem, que é que nalgum momento a felicidade suprema esteve lá, e eu senti-a; só que não ficou.

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