M., ou talvez J., ou mesmo V., levanta-se cedo porque dorme pouco.
Não necessita de extensões artificiais para se sentir bem: cursos, viagens, longas conversas, gente nova. Num ciclo dia-noite faz o que gosta, o que pode, o que quer, o que precisa e o que é preciso, o que deve. Em vinte e quatro horas dá a volta às possibilidades da vida. Ao deitar-se beija docemente a mulher, fecha descansadamente os olhos, inspira e ao expirar já o novo dia nasceu. O novo dia, aquele em que tudo recomeça.
É só isto, a felicidade suprema.
Para muitos, é pouco. Para outros, é uma vida inteira tentando sem nunca lá chegar.