Aldo Leopold, A Sand County Almanac, Pensar como uma Montanha, 1949
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 37 (e última)
Aldo Leopold, A Sand County Almanac, Pensar como uma Montanha, 1949
sábado, 26 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 36
Uma ética da terra altera a função do Homo sapiens tornando-o de conquistador da comunidade da terra em membro e cidadão pleno dela. Implica respeito pelos outros membros seus companheiros e também respeito pela comunidade enquanto tal.Aldo Leopold, A Sand County Almanac, Pensar como uma Montanha, 1949
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 35
Cada um deles, à sua maneira, é um caçador. E por que razão cada um deles se considera a si próprio um amigo da natureza? Porque os seres selvagens que ele procura caçar lhe fugiram, e ele espera, graças a alguma necromancia das leis, das dotações orçamentais, dos planos regionais (…) fazer com que fiquem como estão. [sobre as “enxames” humanos que procuravam o ar livre aos fins-de-semana em meados do século XX, nos EUA].
Aldo Leopold, A Sand County Almanac, Pensar como uma Montanha, 1949
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 34
A compreensão da ecologia não a encontramos necessariamente nos cursos que se intitulam de ecologia; é mais provável que as encontremos nos que se intitulam geografia, botânica, agronomia, história ou economia.Aldo Leopold, A Sand County Almanac, Pensar como uma Montanha, 1949
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 33

… a maioria dos membros da comunidade da terra não tem valor económico. Exemplos disso são as flores selvagens e o canto dos pássaros.
Aldo Leopold, A Sand County Almanac (Pensar como uma Montanha), 1949
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 32
No Canadá e no Alasca existem ainda vastas extensões de terras virgens “Onde os homens sem nome vagueiam através de rios sem nome e em vales estranhos sozinhos encontram estranha morte.”Aldo Leopold, A Sand County Almanac (Pensar como uma Montanha), 1949
sábado, 12 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 31
O progresso não consegue permitir que as terras agrícolas e as terras pantanosas, a vida selvagem e a vida domesticada existam lado a lado numa tolerância e numa harmonia mútuas. Aldo Leopold, a Sand County Almanac (Pensar como uma Montanha), 1949
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 30

A educação, é esse o meu receio, consiste em aprender a ver uma coisa tornando-nos cegos para outra.
Aldo Leopold, A Sand County Almanac (Pensar como uma Montanha), 1949
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 29
A característica mais notável da percepção é que ela não provoca nem o consumo nem o desgaste de qualquer recurso. (…). Promover a percepção é a única parte verdadeiramente criativa da indústria da recreação ao ar livre. Aldo Leopold, A Sand County Almanac (Pensar como uma Montanha), 1949
domingo, 6 de novembro de 2011
Pensar como uma Montanha 28
O Homo sapiens já não se contenta com a rotina à sombra da sua própria vinha e figueira; ele verteu no seu depósito de gasolina a força motora armazenada de inúmeras criaturas que aspiram, desde as épocas mais remotas, a abrir caminho serpenteando agitadamente através de novas paisagens.Aldo Leopold, A Sand County Almanac (Pensar como uma Montanha), 1949
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Pensar como uma Montanha 27
O homem moderno típico está separado da terra por numerosos intermediários e por inúmeras bugigangas mecânicas. Não tem uma relação vital com a terra. (…) Deixem-no à solta na terra por um dia e, se o local onde o deixaram não for um campo de golfe ou uma área “pitoresca”, ele aborrecer-se-á mortalmente.
Aldo Leopold, Pensar como uma Montanha, 1949
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Pensar como uma Montanha 26

Cada região possui uma alimentação humana que simboliza a sua fertilidade.
Aldo Leopold, Pensar como uma Montanha, 1949
domingo, 16 de outubro de 2011
Pensar como uma Montanha 25

Nenhuma alteração ética importante alguma vez se realizou sem a alteração interna das nossas prioridades intelectuais, das nossas lealdades, afectos e convicções.
Aldo Leopold, Pensar como uma Montanha, 1949
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Pensar como uma Montanha 24
A natureza selvagem é a matéria-prima a partir da qual o homem cinzelou esse artefacto chamado civilização.
Aldo Leopold, Pensar como uma Montanha, 1949
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Pensar como uma Montanha 23

A física da beleza é uma parte da ciência natural ainda na Idade das Trevas. Nem sequer os manipuladores do espaço curvo tentaram solucionar as suas equações.
Aldo Leopold, Pensar como uma Montanha, 1949
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Escaravelhos nos Ouvidos

Acabara de acordar, a gritar e a escorrer suor.
Desta vez, agradeci o sol ofuscante que me queimava as têmporas. Sonhei que a Luizinha tinha morrido. Estava ali comigo, mas defunta.
Não sei como, não me lembro porquê, mas fui buscá–la a um caixote do lixo malcheiroso, nas traseiras do edifício. Tinha o corpo rígido, frio, encardido e desconjuntado, com uma erva daninha a crescer no ventre.
E corri com ela nos braços pelo parque fora, aos soluços e a bradar aos céus, a pedir ajuda e a enxotar um corvo que lhe queria comer uma orelha e o nariz. Ninguém veio, ninguém quis vê–la, ninguém quis salvá–la.
Agiram como se não estivéssemos ali, como se não existíssemos, mas desconfio que espreitavam com mil olhos das janelas e troçavam do desespero que sentia, da catástrofe que nos tolhera. Ficámos à porta do Sanatório, numa tarde de enorme calor e vento seco e ruidoso, eu chorava com a Luizinha despojada a meus pés, como ela nunca estivera.
Hirta demais para o meu gosto.
Arrastei–a pelas mãos a um dos fontanários como se fosse um travesseiro, lavei–lhe a cara, o pescoço, as mãos e as pernas, estendi–a e cruzei–lhe os braços em cruz. E desfiz tudo e rasguei–lhe a roupa, um vestido vermelho cintado, que desviei da pele como se fosse papel de embrulho.
Os seios não tinham mamilos, mas lavei–os também, e ao umbigo, à púbis farta, a esconder o sexo. Dos orifícios começaram a crescer ervas daninhas. Arranquei–lhe as urtigas e com um pouco de cuspo tirei–lhe o sangue do nariz e da orelha, debicados. Virei–a de costas e lavei–lhe as nádegas.
A pele estava fria, a carne dura.
A água não a limpou, a sujidade esborratou, num contraste absoluto com a lividez. Virei–a para mim e lambi–a, amarga e ácida. E masturbei–me sôfrego, junto à boca dela, semiaberta mas sem um sopro. Depois de um ligeiro estremecer, espalhei o meu creme viscoso pelo seu rosto e dei–lhe algum a beber, com a ajuda dos dedos.
Ela acordou com um grito de terror. E não se calava. Cada vez mais brutal, mais estridente, de olhos esbugalhados fixos nos meus. E eu chorei de vergonha, ainda com o tronco dela entalado entre as minhas coxas. Não fui capaz de me desviar do esbracejar, fiquei impassível aos murros e ao espernear frenético.
Até que o corpo dela se desfez em pó e se dissipou.
Estava assim quando acordei, ajoelhado e ranhoso. Olhei para o pulso que me ardia e vi um golpe tão grande junto às veias que parecia uma boca cujos lábios mexiam e falavam comigo, sem compreender o que diziam.
Desta vez, agradeci o sol ofuscante que me queimava as têmporas. Sonhei que a Luizinha tinha morrido. Estava ali comigo, mas defunta.
Não sei como, não me lembro porquê, mas fui buscá–la a um caixote do lixo malcheiroso, nas traseiras do edifício. Tinha o corpo rígido, frio, encardido e desconjuntado, com uma erva daninha a crescer no ventre.
E corri com ela nos braços pelo parque fora, aos soluços e a bradar aos céus, a pedir ajuda e a enxotar um corvo que lhe queria comer uma orelha e o nariz. Ninguém veio, ninguém quis vê–la, ninguém quis salvá–la.
Agiram como se não estivéssemos ali, como se não existíssemos, mas desconfio que espreitavam com mil olhos das janelas e troçavam do desespero que sentia, da catástrofe que nos tolhera. Ficámos à porta do Sanatório, numa tarde de enorme calor e vento seco e ruidoso, eu chorava com a Luizinha despojada a meus pés, como ela nunca estivera.
Hirta demais para o meu gosto.
Arrastei–a pelas mãos a um dos fontanários como se fosse um travesseiro, lavei–lhe a cara, o pescoço, as mãos e as pernas, estendi–a e cruzei–lhe os braços em cruz. E desfiz tudo e rasguei–lhe a roupa, um vestido vermelho cintado, que desviei da pele como se fosse papel de embrulho.
Os seios não tinham mamilos, mas lavei–os também, e ao umbigo, à púbis farta, a esconder o sexo. Dos orifícios começaram a crescer ervas daninhas. Arranquei–lhe as urtigas e com um pouco de cuspo tirei–lhe o sangue do nariz e da orelha, debicados. Virei–a de costas e lavei–lhe as nádegas.
A pele estava fria, a carne dura.
A água não a limpou, a sujidade esborratou, num contraste absoluto com a lividez. Virei–a para mim e lambi–a, amarga e ácida. E masturbei–me sôfrego, junto à boca dela, semiaberta mas sem um sopro. Depois de um ligeiro estremecer, espalhei o meu creme viscoso pelo seu rosto e dei–lhe algum a beber, com a ajuda dos dedos.
Ela acordou com um grito de terror. E não se calava. Cada vez mais brutal, mais estridente, de olhos esbugalhados fixos nos meus. E eu chorei de vergonha, ainda com o tronco dela entalado entre as minhas coxas. Não fui capaz de me desviar do esbracejar, fiquei impassível aos murros e ao espernear frenético.
Até que o corpo dela se desfez em pó e se dissipou.
Estava assim quando acordei, ajoelhado e ranhoso. Olhei para o pulso que me ardia e vi um golpe tão grande junto às veias que parecia uma boca cujos lábios mexiam e falavam comigo, sem compreender o que diziam.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Pensar como uma Montanha 22
Faz parte da sabedoria nunca voltar a visitar uma região selvagem, pois quanto mais duradouro é o lírio, mais certo é que alguém o dourou por fora. (…) É apenas na mente que a brilhante aventura permanece para sempre luminosa.
Aldo Leopold, Pensar como uma Montanha, 1949
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Pensar como uma Montanha 21
Aldo Leopold, Pensar como uma Montanha, 1949
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Pensar como uma Montanha 19
Só a montanha viveu o bastante para escutar objectivamente o uivo de um lobo.
Aldo Leopold, Pensar como uma Montanha, 1949
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